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19 de
Set de
2013
Campeão juvenil de Roland Garros avança às quartas no ATP Challenger de Campinas
Às 16h31
Foto: João Pires/Fotojump

Em toda a sua vitoriosa história no tênis, os Estados Unidos tiveram apenas dois campeões juvenis no maior torneio de saibro do mundo, Roland Garros. O primeiro a reinar em Paris como garoto foi o lendário John McEnroe, em 1977, em seguida, em 2011, foi a vez de Bjorn Fratangelo, ex-número 2 do mundo no ranking juvenil e um dos destaques da segunda rodada da chave principal do Campeonato Internacional de Tênis de Campinas, apresentado pela Tetra Park® por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte. Por ironia, o primeiro nome do tenista de 20 anos é uma homenagem (feita pelo pai) ao maior rival de McEnroe, o sueco supercampeão de Grand Slams Bjorn Borg.

"O Borg era um modelo a seguir para o meu pai, que aprendeu a jogar tênis vendo fitas de vídeo com jogos dele, já que ele não tinha treinador. Anos mais tarde, quando a minha mãe ficou grávida, eles tiveram a chance de conhecer pessoalmente o Borg em um torneio sênior. Foi aí quando decidiram que este seria meu nome", conta Fratangelo, que em Campinas fez sua estreia em solo brasileiro com vitória tranquila sobre o português Pedro Sousa com 6/4 6/3, seu primeiro trunfo na carreira em uma chave principal de ATP Challenger.

Nesta quinta-feira, Fratangelo conquistou nova vitória. Em um duelo entre campeões de Roland Garros, contra Agustín Velotti, campeão juvenil na edição 2010, o tenista número 341 do mundo avançou na chave após ver seu adversário desistir em função de fortes dores no pé no momento em que Velotti estava à frente do placar com 6/7 2/2). Nas quartas-de-final, Fratangelo medirá forças com Fernando Romboli, vencedor do duelo brasileiro com Daniel Dutra Silva. "Vim para Campinas por causa do saibro, queria conhecer tenistas e estilos de jogo diferentes, ver como as coisas são. Às vezes faz bem sair de casa, da gira que costumamos disputar, para adquirirmos uma nova experiência, evoluir. Além de que os jogadores sul-americanos desenvolvem mais rápido no saibro do que nós", afirmou o tenista que, desde o início da temporada, saltou 273 posições deste o início do ano.

Celebridade por 7 dias.

Para Fratangelo, a sensação de vencer um Grand Slam, ainda que júnior, marcou sua vida. "Cheguei em Paris naquele ano sem nunca ter vencido uma partida de Grand Slam juvenil, sempre caia na estreia. Além disso, eu não era cabeça-de-chave. Mas, de repente, quando eu fui ver, estava na final e ganhei o título. Comecei a receber muitas mensagens da minha família e amigos, eu era notícia no rádio, estava na TV, e as pessoas me conheciam na rua. Eu me senti uma mini-celebridade por uma semana na minha cidade natal (Pittsburgh, Pensilvânia)", lembra.

Embora Fratangelo pertença à escola norte-americana de tênis, tradicionalmente conhecida por formar grandes campeões nas quadras rápidas, sua escolha é pelo saibro. "Quando eu estava prestes a completar 14 anos, me mudei para a Flórida. Onde eu treinava, acredite, as quadras rápidas não eram boas. Passei então a treinar no saibro. Fui me sentindo confortável, me aprimorando a tal ponto de conseguir me movimentar muito melhor nessa superfície. Hoje eu já considero natural jogar no saibro".

A nova geração de tenistas dos Estados Unidos carrega a responsabilidade de retomar o orgulho do país que possui mais títulos possui de Grand Slam e Copa Davis, mas que neste ano, pela primeira vez na história, não emplacou nenhum tenista na 4ª rodada da chave de simples masculina do US Open. "Os americanos adquiriram hábitos ruins, às vezes falam que somos muito preguiçosos por permanecermos muito tempo nos EUA em vez de viajar o circuito. Isso não é de fato uma verdade para todos. Trabalhamos duro, acredito até que os tenistas americanos nunca trabalharam tão duro como agora. Antigamente você não tinha tantos países pequenos, como a Sérvia, fazendo grandes resultados. O tênis tornou-se global e muito competitivo. Não quer dizer que estamos fazendo as coisas erradas, mas é que há países se saindo melhor. Acredito que em alguns anos todos verão o tênis norte-americano de volta, muito melhor do que está agora", finalizou Fratangelo, jogador que faz parte do Programa de Desenvolvimento de Jogadores da USTA (Associação dos Tenistas dos Estados Unidos).

O Campeonato Internacional de Tênis de Campinas é apresentado pela Tetra Pak® por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, com o co-patrocínio de Azul - transportadora oficial -, Stella Artois e Gatorade e o apoio de Sociedade Hípica de Campinas, Federação Paulista de Tênis e ATP Challenger. A organização é do Instituto Sports.

ATP Challenger US$ 35 mil + hospedagem
Período - de 14 a 22 de setembro
Local: Sociedade Hípica de Campinas
Rua Buriti, s/n (Estrada dos Sousas)
Jardim das Palmeiras - Campinas/ SP