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19 de
Set de
2012
Zwetsch lamenta não jogar em casa na Davis e projeta surpresa dos EUA no confronto
Às 18h04

Depois acompanhar na arquibancada a derrota do gaúcho Guilherme Clezar para Thiago Alves, na segunda rodada do Campeonato Internacional de Tênis de Campinas, apresentado pela Tetra Pak, o capitão brasileiro João Zwetsch analisou o sorteio do Grupo Mundial da Copa Davis, realizado esta manhã em Londres. Diferente do seu desejo e de toda a equipe que classificou o Brasil para o Grupo Mundial após 9 anos de ausência, a reestreia brasileira na elite do tênis mundial será fora de casa contra os Estados Unidos, time semifinalista da Davis nesta temporada, atualmente composto por John Isner, Mardy Fish e a dupla quase imbatível formada pelos irmãos Bob e Mike Bryan, donos de 12 títulos do Grand Slam.

 

“Equipe dura, pedreira. Vamos tentar fazer essa preparação um pouco antes, tentar ajustar o calendário de uma forma que seja bom para todos. Não demos a sorte de jogar em casa, mas precisamos ultrapassar essa barreira, temos que colocar pressão, crescer em confiança e buscar vencer o confronto”, disse.

 

Para Zwetsch, os Estados Unidos devem optar pela quadra rápida, talvez com uma surpresa. “É quase certeza que eles escolherão a quadra rápida, mas há lugares nos Estados Unidos que essas ‘hard courts’ não são tão rápidas, ainda mais durante fevereiro, basta você ver como são os jogos em Miami. Acredito que os EUA possam surpreender a todos colocando o confronto em quadra indoor”, aposta o treinador, envolvido em duelos de Copa Davis há 15 anos.

 

A base da equipe norte-americana é consolidada com Isner e os irmãos Bryan, mas vem alternando o número 2 nos últimos confrontos quando Mardy Fish não está bem fisicamente, um cenário semelhante ao que acontece com o Brasil.

 

“Eles têm um número 1 incontestável como o Isner, tem a melhor dupla do mundo, os irmãos Bryan, e tem o número 2 na simples que varia de acordo com a necessidade, é bem parecido com o que acontece com o Brasil. Temos o Thomaz (Bellucci) consolidado, uma dupla forte com Bruno (Soares) e Marcelo (Melo) e também temos as condições de variar o número 2 de acordo com o adversário, quadra e tudo mais”, avaliou o capitão, que em Campinas pôde acompanhar jogos de Thiago Alves, Ricardo Mello e João Souza, o Feijão, todos eles nomes de jogadores que já passaram pela equipe brasileira na Davis, além de Rogério Dutra Silva, eliminado nesta quarta-feira por Leonardo Kirche.